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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

FORA HAOLE!!!





A grande maioria das pessoas que conheço, considerando aquelas que pegam ondas, gostam de viajar atrás do balanço do mar.
Nós, humanos, assim como os animais, necessitamos de períodos migratórios. Repetindo os bichos, também retornamos ao ponto inicial da jornada.
Este ponto, o ponto inicial da jornada, onde nossa estrutura está, onde fincamos raízes, onde passamos a maior parte do ano, tem valor incalculável.




            No dialeto “surfístico” não passo de mais um “haole”. Este estigma carregarei para o resto da minha existência. Afinal, nasci cerca de 170km da praia onde comecei a pegar ondas. Mas, o que antes considerava um peso, uma ofensa, um fardo, após viver no Havaí, entre 2001 e 2004, tornou-se algo natural, algo verdadeiro. Nas Ilhas aprendi que “haole”, apesar do tom diminutivo que esta palavra tem no Brasil, significa forasteiro ou estrangeiro na língua nativa.
            Portanto, sou um “haole” mesmo, sou e serei sempre um forasteiro em todas as praias e ondas que um dia peguei ondas, enquanto migrar pelos mares e lugares do planeta.





Quis o destino, quiseram os ventos, as ondulações e as correntes, quis o meu bolso, quiseram Iemanjá, Nossa Senhora dos Navegantes e o diabo a quatro que meu barco atracasse em Florianópolis. Sabem os deuses até quando.
Deixo pras ondas decidirem e enquanto elas não se pronunciam, junto grana pros próximos períodos migratórios aproveitando o que de melhor o sul da Ilha de Santa Catarina tem pra oferecer. Na frente de casa!



Fotos deste post de Jovani Prochnov, produzidas na ondulação que recebemos no feriado do dia das crianças.
Abraço!!!